No início do governo de Jucelino Kubitschek, em 1956, os Estados Unidos cobravam, por intermédio do secretario de Estado, John Foster Dulles, a implantação do serviço secreto brasileiro. Em plena Guerra Fria, Dulles queria que o Serviço Federal de Informações e Contra- Informação, criado dez anos antes, saísse do papel e começasse, efetivamente, a investigar quem fosse identificado como comunista.
O governo americado achava que já era tempo de Doutrina de Segurança Nacional, ao cargo da Escola Superior de Guerra, avançar do plano teórico para o prático. A exigencia criava um problema para JK. "Exigir de Jucelino que ele instalasse o serviço secreto para coloca-lo no rastro dos comunistas era o mesmo que convida-lo a trair seus aliados". Na campanha eleitoral, JK fora apoiado pelo proscrito PCB.
Kubitscheck, no entando, pouco podia contra os americanos e, pragmático, cedeu aos seus interresses.
Ministerio do Silêncio- a historia do serviço secreto brasileiro de Washington Luís a Lula (1927-2005), de Lucas Figueiredo; págs. 61 a 63.
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